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Lavar a roupa de um alojamento: temperaturas e circuito

Roupa e lavandaria

Lavar a roupa de um alojamento: temperaturas e circuito

Separação, temperatura, doseamento, secagem, engomar: o circuito completo da roupa de um alojamento local, com gestos que evitam maus odores e roupa acinzentada.

A roupa é a única tarefa da limpeza que continua a trabalhar depois da saída do profissional. Uma máquina posta demasiado tarde, um tambor fechado, uma carga demasiado apertada, e é a próxima limpeza que paga: roupa ainda húmida, cheiro a mofo, ou pior, um conjunto para lavar de novo quando o hóspede chega dentro de três horas. Este guia descreve o circuito completo, desde a recolha da roupa suja até à dobra, com as temperaturas e doses que funcionam a longo prazo.

O circuito em cinco etapas e o seu ritmo

EtapaFrequênciaPonto de atenção
Recolher a roupa sujaEm cada limpezaSaco fechado, nunca pousado no chão
Lavar na máquinaEm cada limpezaCarga a 3/4, sem apertar
Estender a roupaEm cada limpezaEstendida dentro da hora após a centrifugação
Secar na máquinaEm cada limpezaRetirar morno, não a escaldar
Passar a roupaEm cada limpezaSó as zonas visíveis

Estas cinco tarefas encadeiam-se, mas não se fazem todas ao mesmo tempo da limpeza. A máquina deve ser posta em primeiro lugar, antes de começar o resto, senão ainda está a lavar quando o profissional sai.

Recolher a roupa suja sem contaminar a limpa

O primeiro gesto da limpeza, antes do aspirador e das superfícies: despir as camas e esvaziar a casa de banho. Duas regras para evitar acidentes:

  • Um saco ou caixa dedicada, fechada, nunca uma pilha pousada na cama ou no chão. A roupa suja de uma estadia pode conter de tudo e nunca deve cruzar-se com a roupa limpa no mesmo recipiente.
  • A separação faz-se logo aqui, não à frente da máquina. Brancos de um lado, cores do outro, panos de cozinha e esfregonas à parte. Um pano de cozinha lavado com toalhas de banho transporta gordura alimentar para a esponja.

A roupa muito manchada deve ir imediatamente para tratamento prévio, não para a máquina comum: uma nódoa passada a 60°C sem ser tratada fixa-se para sempre.

As temperaturas, sem mitos

Dois pontos de referência chegam para quase toda a roupa de um alojamento.

  • 60°C para roupa de cama e banho branca de algodão. É a temperatura recomendada para eliminar ácaros e a maioria das bactérias. Também mantém o branco ao longo do tempo.
  • 40°C para cores e fibras mistas, com secagem completa a seguir. A esta temperatura, é a secagem que faz o trabalho sanitário, não a lavagem: é a humidade residual, nunca o grau em falta, que cria o cheiro.

Dois casos particulares exigem ler a etiqueta antes de tudo: as capas de edredão estampadas, que não aguentam lavagens repetidas a 60°C, e os protetores de colchão impermeáveis, cuja membrana descola acima dos 60°C e sobretudo no secador quente.

Os 90°C não servem para nada na rotina: desgastam as fibras, consomem muito e não trazem vantagem face aos 60°C em roupa lavada regularmente. Guarde-os para incidentes específicos.

Doseamento, carga e tambor

Três erros explicam quase todos os problemas de roupa acinzentada ou áspera, e estão todos ligados:

  • Detergente a mais. O excesso não é enxaguado, deposita-se. Roupa áspera ou rígida é roupa com detergente a mais, não mal enxaguada. Doseie conforme a dureza da água da sua zona, não por hábito.
  • Máquina demasiado cheia. A roupa precisa de espaço para rodar. Regra do punho: uma mão deve caber de pé entre o topo do tambor e a roupa. Mais do que isso, já não enxagua bem.
  • Tambor fechado. Depois do último ciclo, a porta fica entreaberta e o compartimento do detergente puxado. Um tambor húmido fechado é cheiro garantido em quarenta e oito horas.

Uma manutenção mensal da máquina, ciclo vazio a 90°C com vinagre branco ou produto próprio, mais limpeza da borracha e do filtro, evita que a máquina se torne a fonte do cheiro que devia eliminar.

Secar: a única etapa onde realmente se perde tempo

A secagem é o gargalo de todo o circuito. Duas opções, e não se decidem da mesma forma.

O secador de roupa é o único meio fiável de fazer duas rotações no mesmo dia. Três cuidados:

  1. Limpar o filtro em cada cicloSem exceção. Um filtro cheio duplica o tempo de secagem e faz o aparelho aquecer.
  2. Retirar a roupa ainda mornaNunca a escaldar e seca como cartão. A fibra dura mais e a maioria dos vincos desaparece sozinha.
  3. Dobrar de imediato.Roupa morna deixada em monte no cesto fica marcada com vincos que o ferro já não tira.

O estendal serve para alojamentos sem rotação no próprio dia. A regra: estender desdobrado dentro da hora após a centrifugação. Roupa enrolada no tambor ganha cheiro, e nenhum amaciador o tira depois. Sacuda cada peça com um gesto seco antes de estender: é este gesto, não o ferro, que elimina a maioria dos vincos.

Passar a ferro, mas só o que se vê

Passar toda a roupa de um alojamento não compensa. O que se vê, vê-se mesmo: o hóspede fotografa a cama, não o lençol de baixo.

Concentre o ferro em três zonas:

  • O topo da capa de edredão

    O topo da capa de edredão

    O terço visível quando a cama está feita.

  • As fronhas

    As fronhas

    As peças mais observadas do quarto.

  • A toalha de mesa e os guardanapos

    A toalha de mesa e os guardanapos

    Se o alojamento os tiver.

O resto, incluindo o lençol de baixo, não precisa de ferro se sair morno e for dobrado logo. Um vaporizador vertical faz este trabalho duas vezes mais rápido que um ferro tradicional, diretamente sobre a cama feita.

Externalizar, e a partir de quando

O limiar calcula-se, não se sente. Conte o tempo real do circuito completo: separação, máquina, secagem, dobrar, arrumar: entre quarenta e cinco minutos e uma hora e meia de trabalho humano por rotação, conforme o tamanho do alojamento. Multiplique pelo número de rotações mensais e compare ao preço por quilo de uma lavandaria local.

A decisão muda geralmente por volta das quinze a vinte rotações por mês, ou logo que um alojamento não tem secador. O verdadeiro ganho não é financeiro: é acabar com o risco de limpeza bloqueada por uma máquina atrasada.

As suas perguntas

A que temperatura lavar a roupa de um alojamento local?

60°C para roupa de cama e banho branca de algodão, 40°C para cores e fibras mistas desde que seque completamente depois. Verifique a etiqueta das capas estampadas e dos protetores de colchão impermeáveis, cuja membrana não aguenta calor repetido.

Porque é que a minha roupa cheira a mofo mesmo acabada de lavar?

Quase sempre, a roupa ficou demasiado tempo no tambor depois do ciclo acabar, ou a máquina está suja. Estenda ou seque dentro da hora, deixe a porta entreaberta entre ciclos e faça um ciclo vazio a 90°C com vinagre branco uma vez por mês.

É preciso passar toda a roupa de um alojamento?

Não. Concentre-se no topo da capa de edredão, nas fronhas e na roupa de mesa, as únicas zonas realmente visíveis. O resto não precisa de ferro se sair do secador ainda morno e for dobrado logo.

Que quantidade de detergente usar?

A dose indicada para a dureza da sua água, não mais. O excesso não é enxaguado e deposita-se na fibra: é isso que deixa a roupa rígida, acinzentada e menos absorvente. Retire o amaciador da roupa turca e substitua por meio copo de vinagre branco.

Pode-se lavar panos de cozinha com toalhas de banho?

Não, separe sempre. Os panos de cozinha trazem gorduras alimentares que se depositam na toalha e a sujam de forma permanente. Faça três pilhas ao despir: brancos de cama e banho, cores, panos de cozinha e esfregonas.

A partir de quantas rotações vale a pena usar lavandaria?

Geralmente a partir de quinze a vinte rotações mensais, ou logo que um alojamento não tem secador. Calcule o tempo humano real do circuito completo, entre quarenta e cinco minutos e uma hora e meia por rotação, antes de comparar ao preço por quilo de um serviço local.

Passe da teoria à prática.

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