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Presente de boas-vindas: o que oferecer, quanto gastar e porquê

Acolhimento de hóspedes

Presente de boas-vindas: o que oferecer, quanto gastar e porquê

Vinho, champanhe, produtos locais, vela, flores: o que realmente marca um hóspede, o orçamento por gama e as regras a respeitar sobre álcool e alergénios.

O presente de boas-vindas é o ponto onde se gasta mais ao acaso. Alguns anfitriões oferecem uma garrafa de champanhe em cada estadia sem que isso alguma vez seja mencionado num comentário, outros deixam três macarons de uma pastelaria local e vêem-nos citados durante dois anos. A diferença não está no orçamento, mas sim na ligação entre o presente e o local. Este guia aborda as atenções sob o ponto de vista da escolha, do custo e dos cuidados a ter.

O que se oferece, e com que frequência

AtençãoFrequênciaOrçamento indicativo
Cesta de frutaEm cada limpezaBaixo
Rebuçados, chocolate, macaronsEm cada limpezaBaixo
Caixa de chá, frasco de melEm cada limpezaBaixo a médio
Cerveja local, sabonete artesanalEm cada limpezaBaixo a médio
Garrafa de vinho, cesta gourmetEstadas longas ou gama altaMédio a elevado
ChampanheOcasiões especiaisElevado
Flores frescasEm cada limpezaBaixo a médio
Vela perfumadaEm cada limpezaBaixo, reutilizável

O princípio: local em vez de caro

Um hóspede não se lembra de um produto que poderia comprar em qualquer lado. Lembra-se do que lhe ensina algo sobre o sítio onde está.

Um sabonete de uma saboaria a dez quilómetros, uma cerveja de uma cervejeira do distrito, um frasco de mel de um apicultor identificado no rótulo: cada um custa menos do que uma garrafa de vinho genérico e tem dez vezes mais impacto, porque conta uma história. Junte um cartão com o nome do produtor e onde encontrá-lo, e transforma um presente numa dica de estadia.

O corolário: evite produtos industriais sem identidade, chocolates de supermercado numa taça, e sobretudo tudo o que pareça sobrar de uma estadia anterior.

O orçamento, por gama

O raciocínio faz-se em percentagem do preço por noite, não em valor absoluto. Num alojamento a 60€ por noite, uma garrafa de 15€ é desproporcionada; num alojamento a 300€, já é expectável.

Três níveis coerentes:

  • Gama de entrada: uma atenção simbólica, alguns chocolates ou rebuçados, fruta da época e um bilhete manuscrito. O bilhete conta tanto como o produto.
  • Gama média: um produto local identificado, sabonete, mel, cerveja, chá, com o cartão do produtor.
  • Gama alta e estadas longas: uma cesta gourmet ou uma garrafa, escolhidas em coerência com a região.

O champanhe só se justifica em resposta a uma ocasião: aniversário, lua de mel, pedido especial assinalado na reserva. Oferecido sistematicamente, torna-se um padrão que passa despercebido e pesa na rentabilidade.

Os cuidados, que não são opcionais

Três pontos são frequentemente ignorados e merecem mais atenção.

O álcool. Não conhece nem a idade exata, nem as convicções, nem a situação de saúde dos ocupantes. Um alojamento familiar não é o local para deixar uma garrafa em destaque. Duas soluções: oferecer o álcool como opção assinalada na reserva em vez de por defeito, ou escolher uma alternativa sem álcool de qualidade, o que hoje é bem visto.

Os alergénios. Frutos de casca rija, glúten, lactose: um produto alimentar não embalado e sem rótulo é um risco. Prefira produtos na embalagem original com a lista de ingredientes visível. Isto também permite deixá-los de uma estadia para outra se não forem consumidos.

As velas perfumadas. São excelentes para decoração e ambiente, mas nunca deixe fósforos ou isqueiro ao lado num alojamento com crianças, e prefira uma vela por acender com uma indicação a convidar à prudência, ou uma vela LED nos alojamentos de maior risco. Uma vela esquecida acesa é um sinistro.

As flores e o sensorial

As flores frescas são a atenção mais fotografada e a mais frágil. Três regras: flores da época e locais em vez de um ramo importado, poucas hastes bem escolhidas em vez de um ramo volumoso, e sobretudo nada que murche em dois dias. Uma flor morta ao terceiro dia da estadia tem exatamente o efeito contrário ao pretendido.

Alternativas robustas: uma planta em vaso cuidada pelo responsável, um eucalipto seco que dura semanas, ou um ramo sazonal simples. Todas custam menos ao longo do ano do que um ramo em cada estadia.

A vela perfumada por acender ou o difusor atuam no mesmo registo sensorial, com a vantagem de durar. O difusor recarrega-se de dois em dois meses, tornando-se uma tarefa periódica e não uma atenção a renovar sempre.

O bilhete manuscrito, a atenção mais barata

De todas as atenções aqui listadas, a que mais vezes aparece nos comentários não custa nada: um bilhete escrito à mão, com o nome do hóspede, uma frase sobre o alojamento e uma dica pessoal sobre o bairro.

Três condições para funcionar: que seja realmente manuscrito, que seja diferente em cada estadia e que contenha uma informação útil em vez de uma frase feita. Um bilhete fotocopiado percebe-se logo e anula o efeito.

O pequeno-almoço de boas-vindas e as bebidas, que seguem outra lógica, são tratados em Pequeno-almoço e bebidas de boas-vindas: o que vale a pena.

As suas perguntas

Que orçamento dedicar a um presente de boas-vindas?

Pense em percentagem do preço por noite, não em valor absoluto. Num alojamento de entrada, alguns chocolates e um bilhete manuscrito chegam. Em gama alta ou estadia longa, um produto local identificado ou uma cesta gourmet faz sentido.

Deve-se oferecer álcool aos hóspedes?

Com cautela: não conhece a idade dos ocupantes, nem as suas convicções, nem a saúde. Ofereça-o antes como opção assinalada na reserva, ou escolha uma alternativa sem álcool de qualidade. Num alojamento familiar, uma garrafa em destaque não é a melhor escolha.

Que presente de boas-vindas mais marca os hóspedes?

Um produto local que conte algo sobre o sítio: um sabonete de uma saboaria próxima, uma cerveja de uma cervejeira do distrito, um mel com o nome do apicultor. Muitas vezes custa menos do que uma garrafa genérica e é muito mais citado nos comentários.

Deve-se colocar flores frescas num alojamento?

Sim, se escolher flores da época, locais, poucas e resistentes. Uma flor murcha ao terceiro dia tem o efeito contrário ao pretendido. Uma planta em vaso, eucalipto seco ou um ramo simples duram muito mais e custam menos ao ano.

Pode-se deixar uma vela perfumada num alojamento?

Sim, mas por acender e sem fósforos ou isqueiro ao lado, especialmente num alojamento familiar. Uma vela LED é uma boa alternativa em alojamentos de maior risco. O aroma de ambiente também pode ser trabalhado com um difusor, que dura e se recarrega de dois em dois meses.

O bilhete manuscrito faz mesmo diferença?

É a atenção mais referida nos comentários, e não custa nada. Três condições: realmente manuscrito, diferente em cada estadia e com uma dica útil sobre o bairro em vez de uma frase feita. Um bilhete fotocopiado percebe-se e anula o efeito.

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